Dicionário das marcas

7 Maio, 2009

 

MICROSOFT – Estados Unidos. Softwares. 1975. 

logo microsoft

A Microcomputer Software foi fundada por William (Bill) Gates e Paul Allen, dois estudantes de computação. Especializados em softwares, o trabalho deles era fornecer programas a empresas que fabricavam hardwares.

O começo foi difícil, pouca grana, muito trabalho. Até o dia que surgiu a grande oportunidade: a IBM precisava de um soft para rodar em seu novo computador pessoal. Gates se ofereceu para fornecer o programa, mas na verdade não tinha nada pronto ainda.
Porém Allen lembrava de ter visto um ótimo sistema operacional, criado por uma pequena empresa chamada Seattle Computer Products. Quase com o prazo estourado, os dois foram até lá e fizeram a proposta para comprar o Q-DOS.
A Microsoft mudou o nome para MS-DOS e passou a primeira versão do programa para a IBM, como combinado. O sistema era muito bom e fez muito sucesso, colocando a companhia de Gates no mapa.
Poucos sabem, mas a genialidade de Gates foi propor a IBM uma venda diferente. Em vez de vender os direitos de uso do MS-DOS à empresa, ele exigiu receber uma quantia para cada máquina que fosse vendida com ele instalado. Precisando do programa, a IBM aceitou e a Microsoft faturou.
Gates continuou a desenvolver softs juntamente com outras companhias. Certo dia soube do sucesso da interface gráfica do sistema Alto, concebido pela Xerox. Soube também que Steve Jobs o havia copiado e o estava desenvolvendo. Observando ali uma ótima oportunidade, Bill procurou Jobs e se ofereceu para ajudá-lo. O dono da Apple estava receoso, no entanto precisava de uma forcinha para lançar seu novo produto o mais rápido possível.
Quando finalmente se integrou ao projeto, Gates aprendeu tudo o que podia sobre a interface gráfica. Aprendeu tanto que no dia em que Jobs lançou oficialmente o Macintosh soube que a Microsoft já estava vendendo versões piratas do Mac OS no Japão, batizadas com o nome Windows. Jobs ficou irado, mas a coisa piorou um tempo depois, quando Gates tornou-se um das maiores acionistas da Apple.
Curiosidades de Sobremesa
1 – Quando viu a besteira que fez, a Xerox chegou a lançar seu próprio micro com interface gráfica, antes mesmo da Apple fazer isso. No entanto, o programa ainda não estava totalmente desenvolvido e acabou funcionando mal, tornando-se um fracasso.
2 – Steve Jobs perdeu seu cargo de chefe na Apple quando alguns acionistas julgaram que ele não estava dirigindo bem a companhia. Ele abriu outra empresa, chamada Next Inc., a qual foi responsável pelo criação da Pixar, que antes pertencia ao estúdio do George Lucas (o cara do Star Wars). Dez anos depois, a Apple comprou a Next e recontratou Jobs, pois passava por uma crise. Gênio do marketing, Jobs voltou à empresa e lançou os micros com design inovador, dando novo fôlego ao negócio. Depois você já sabe, surgiram os Ipods e Iphones, o renascimento da Apple.
3 – Apesar do pioneirismo, a Microsoft dormiu no ponto quando a internet começou a surgir. De qualquer forma, isso não impediu Gates de tentar dominar o segmento com o Internet Explorer, depois de um polêmico estrangulamento do Netscape. É claro, ele não sabia que o Google ia mudar tudo! Mesmo assim, o negócio de Gates ainda é o maior no setor de softwares. Ele não tem do que reclamar, pois conseguiu ficar bilionário vendendo esses programas que vivem travando.

 A Microcomputer Software foi fundada por William (Bill) Gates e Paul Allen, dois estudantes de computação. Especializados em softwares, o trabalho deles era fornecer programas a empresas que fabricavam hardwares. 

O começo foi difícil, pouca grana, muito trabalho. Até o dia que surgiu a grande oportunidade: a IBM precisava de um soft para rodar em seu novo computador pessoal. Gates se ofereceu para fornecer o programa, mas na verdade não tinha nada pronto ainda. 

Porém Allen lembrava de ter visto um ótimo sistema operacional, criado por uma pequena empresa chamada Seattle Computer Products. Quase com o prazo estourado, os dois foram até lá e fizeram a proposta para comprar o Q-DOS. 

A Microsoft mudou o nome para MS-DOS e passou a primeira versão do programa para a IBM, como combinado. O sistema era muito bom e fez muito sucesso, colocando a companhia de Gates no mapa. 

Poucos sabem, mas a genialidade de Gates foi propor a IBM uma venda diferente. Em vez de vender os direitos de uso do MS-DOS à empresa, ele exigiu receber uma quantia para cada máquina que fosse vendida com ele instalado. Precisando do programa, a IBM aceitou e a Microsoft faturou. 

Gates continuou a desenvolver softs juntamente com outras companhias. Certo dia soube do sucesso da interface gráfica do sistema Alto, concebido pela Xerox. Soube também que Steve Jobs o havia copiado e o estava desenvolvendo. Observando ali uma ótima oportunidade, Bill procurou Jobs e se ofereceu para ajudá-lo. O dono da Apple estava receoso, no entanto precisava de uma forcinha para lançar seu novo produto o mais rápido possível. 

Quando finalmente se integrou ao projeto, Gates aprendeu tudo o que podia sobre a interface gráfica. Aprendeu tanto que no dia em que Jobs lançou oficialmente o Macintosh soube que a Microsoft já estava vendendo versões piratas do Mac OS no Japão, batizadas com o nome Windows. Jobs ficou irado, mas a coisa piorou um tempo depois, quando Gates tornou-se um das maiores acionistas da Apple.

 

Curiosidades de Sobremesa 

1 – Quando viu a besteira que fez, a Xerox chegou a lançar seu próprio micro com interface gráfica, antes mesmo da Apple fazer isso. No entanto, o programa ainda não estava totalmente desenvolvido e acabou funcionando mal, tornando-se um fracasso. 

2 – Steve Jobs perdeu seu cargo de chefe na Apple quando alguns acionistas julgaram que ele não estava dirigindo bem a companhia. Ele abriu outra empresa, chamada Next Inc., a qual foi responsável pelo criação da Pixar, que antes pertencia ao estúdio do George Lucas (o cara do Star Wars). Dez anos depois, a Apple comprou a Next e recontratou Jobs, pois passava por uma crise. Gênio do marketing, Jobs voltou à empresa e lançou os micros com design inovador, dando novo fôlego ao negócio. Depois você já sabe, surgiram os Ipods e Iphones, o renascimento da Apple. 

3 – Apesar do pioneirismo, a Microsoft dormiu no ponto quando a internet começou a surgir. De qualquer forma, isso não impediu Gates de tentar dominar o segmento com o Internet Explorer, depois de um polêmico estrangulamento do Netscape. É claro, ele não sabia que o Google ia mudar tudo! Mesmo assim, o negócio de Gates ainda é o maior no setor de softwares. Ele não tem do que reclamar, pois conseguiu ficar bilionário vendendo esses programas que vivem travando.


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8 Abril, 2009

Gatorade – Bebida Isotônica 1973

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Na década de 60, o treinador do time de futebol americano da Universidade da Florida, Ray Graves, procurava uma solução para a queda de rendimento físico do seu time durante os treinos e jogos . Para melhorar o desempenho de seus atletas, o técnico pediu ajuda a um de seus assistentes, que fazia parte da equipe de cientistas da universidade comandada pelo Dr. Robert Cade. Em 1965, os estudos conduzidos pela equipe de cientistas, obtiveram como resultado uma bebida que proporcionasse a reposição rápida de líquidos, carboidratos e sais minerais perdidos pelo organismo, que foi testada em dez jogadores da equipe de futebol americano. No dia 30 de novembro de 1966, a seção de esporte do jornal The Miami Herald, através de uma reportagem, introduziu a marca GATORADE para a imprensa e conseqüentemente a publicidade. Em outubro de 1967, durante um jogo contra a Universidade da Georgia, na disputa do Orange Bowl, final do futebol americano universitário, toda a equipe utilizou a bebida durante a partida. Naquele dia, os Gators, como era chamado o time da Universidade da Florida, começaram perdendo, porém conseguiram virar a partida quando a equipe adversária começou a apresentar sinais de desgaste físico. A vitória rendeu elogios à bebida criada pela equipe do Dr. Robert Cade, que foi batizada com o nome de GATORADE, em homenagem ao time de futebol. O produto ganhou notoriedade pela revista Sports Illustrated, quando o técnico adversário, Bobby Dodd, disse que seu time havia perdido para os Gators, em conseqüência de não terem GATORADE . A universidade mostrou pouco interesse na exploração comercial do produto e os direitos de licença foram vendidos para a empresa Stokely Van-Camp. No verão de 1968 GATORADE chegava aos supermercados no sabor original de Lemon-Lime. O produto começou a ser largamente distribuído e vendido somente em 1983, quando a Quaker Oats comprou a empresa e a marca Gatorade Thirst Quencher. O grande sucesso do produto deve-se também ao Gatorade Sports Science Institute conhecido como GSSI, fundado em 1988, na cidade de Barrington, para realizar pesquisas e desenvolver produtos ligados à área de nutrição esportiva e hidratação, ajudando atletas a melhorar sua performance e cuidar da saúde. No ano de 1994 a marca foi introduzida na Austrália, Cingapura, México e re-introduzida no Brasil. Em 2001, foi comprada pela Pepsico por quase US$ 14 bilhões. GATORADE acabou se tornando sinônimo de Sports Drink (bebida esportiva).

A linha do tempo


1973
● GATORADE Orange
, o produto com sabor de laranja.
1983
● GATORADE Red Punch
, terceiro sabor do produto a ser lançado.

Ainda este ano foram lançados os sabores de suco de frutas e uva.
1987
● GATORADE Lemonade, que seria relançado no ano de 2005.
1995
Lançados os sabores de melancia, framboesa e maçã silvestre.
1996
Lançados os sabores de tangerina, morango-kiwi e cereja (Cherry Rush).
1997
GATORADE Frost, uma versão mais light do produto original.
2001
● E.D.G.E
(Ergonomically Designed Gatorade Experience), uma garrafa ergonométricamente desenvolvida para permitir ao atleta ingerir o produto mesmo em atividade.
● GATORADE GIDS (GATORADE In-Car Drinking System), um sistema avançado de hidratação para pilotos de automobilismo.
● GATORADE Performance Series, uma linha nutricional esportiva para atletas profissionais que incluía os produtos GATORADE Energy Bar e GATORADE Nutrition Shake.
2002
Lançamento do GATORADE Ice nos sabores Lime, Orange e Strawbarry, e do GATORADE Xtremo, direcionado para os consumidores latinos (nos sabores Tropical, Citrico e Mango), além da embalagem com 6 garrafas (six-pack) menores direcionadas para crianças entre 8-12 anos.
2003
● GATORADE X-Factor
, mistura de dois sabores em uma única garrafa.
2005
● GATORADE Endurance Formula
, um produto com alta concentração de Sódio e quatro outras substâncias perdidas com o suor.
Lançamento do sabor Lemon-Lime.
2006
● GATORADE A.M.
, produto sem cafeína, com sabores especialmente desenvolvidos para ser consumidos pela manhã.

2007
● GATORADE G2
, o produto original com 50% menos calorias.

A evolução visual
Ousadia. É assim que podemos definir a evolução do logotipo da marca GATORADE. Apenas um raio será o novo logotipo da marca.

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Campanhas que fizeram história

Alguns fatos e eventos consagraram de uma vez por todas as condições de ícone da marca GATORADE. O primeiro deles ocorreu em 1969, quando a marca desembolsou US$ 25.000 para se tornar patrocinador oficial da Liga de Futebol Americano Profissional (NFL), considerada a mais popular dos Estados Unidos. Outro evento importante ocorreu em 1987, quando o time de futebol americanoNew York Giants venceu o Super Bowl XXI, evento esportivo mais importante dos Estados Unidos. Nesta temporada os jogadores, liderados por Jim Burt e Harry Carson, começaram a comemorar vitórias importantes com um banho de GATORADE no técnico Bill Parcells momentos antes do final da partida. Este ato, chamado de “Gatorade Dunk”, acabou virando uma tradição em toda vitória importante dentro do futebol americano, espalhando-se rapidamente para todos os times universitários e profissionais, dando grande visibilidade ao produto. O outro fato marcante aconteceu em 1991, quando o astro do Chicago Bulls, Michael Jordan, assinou um contrato de 10 anos no valor de US$ 13.5 milhões, tornando-se garoto-propaganda do produto, sendo lançada à campanha “Be Like Mike”.
Os slogans

2006: Com Gatorade você vai mais longe. (Brasil)

2001: Is it in you?
2000: A Sede Acaba. Você Continua. (Brasil)

2000: Thirst quencher.




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25 Março, 2009

 

EPSON. Japão. Eletrônicos. 1968.

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Você já viu aquelas calculadoras enormes usadas pelos contadores? O mais legal delas é que, enquanto você digita, ela vai imprimindo os resultados. O mesmo princípio é usado nos supermercados para emissão de notas fiscais, assim como em grande parte dos estabelecimentos comerciais. É claro, nada disso seria possível sem a presença de uma mini-impressora elétrica.

A história desse invento começa na Shinshu Seiki, uma empresa voltada para o desenvolvimento de relógios de precisão. Em 1964 o Comitê Olímpico Internacional (COI) pediu que a companhia fornecesse os marcadores de tempo para as competições esportivas. Além disso, o COI pedia também que os resultados fossem impressos para acompanhamento do desempenho dos atletas.

A Shinshu Seiki logo começou a trabalhar e só parou quando construiu a EP-101 (foto), primeira mini-impressora elétrica do mundo. Porém, o uso do invento não se limitou ao esporte. Rapidamente a EP-101 ganhou o gosto dos consumidores e passou a integrar diversas outras aplicações, entre as quais as descritas no primeiro parágrafo.

A conquista de mercado da nova impressora inspirou os donos da Shinshu Seiki. Uma vez que o invento tinha dado sorte, eles resolveram mudar o nome da empresa. Pegaram então as duas únicas letras do termo EP-101 e somaram à palavra inglesa son (filho), formando algo como “EP´s son”, ou seja, filho da EP. A idéia era que todos os produtos desenvolvidos pela companhia a partir dali fossem “filhos da EP” e alcançassem o mesmo sucesso do “pai”.

Curiosidades de Sobremesa:

1 – A Epson, antiga Shinshu Seiki, é uma empresa subsidiária da Seiko Instruments.

2 – Apesar de denominada uma mini-impressora, a EP-101 tinha medidas nada modestas: 16 por 7 por 13 centímetros. Pode parecer grande, mas para a época era minúsculo.

3 – O que significa EP? Eletric Print (impressora elétrica). E o 101? Não tenho certeza, mas provavelmente o início de uma contagem de modelos.


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24 Março, 2009

 

APPLE – Estados Unidos. Microcomputadores. 1976.

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A história da Apple é a história de dois amigos com o mesmo nome. O primeiro, Steve Wozniak, um gênio da eletrônica. O segundo, Steve Jobs, um gênio do marketing.

Wozniak sempre gostou de matemática, gostava tanto que muita gente o achava meio doido quando ele ainda era estudante no ensino básico. Sua mãe ficou com pena e resolveu colocar o garoto para estudar eletrônica, uma forma de canalizar suas energias.

A idéia deu certo, pois mais tarde ele foi trabalhar na Hewlett-Packard ganhando uns trocados. Certo dia, ao ler uma revista sobre eletrônica, Wozniak aprendeu a como construir um microcomputador. Entrou então em contato com um amigo que possuía uma loja de informática e conseguiu vender algumas máquinas.

Até então isso era apenas um hobby para Wozniak, assim como era um hobby também para muitas pessoas em meados da década de setenta. Foi num encontro desses entusiastas, ao levar um de seus micros, que Steve reencontrou um velho conhecido chamado Steve Jobs.

Os dois tinham sido apresentados por um amigo em comum, mais ou menos cinco anos antes. Jobs era mais novo, no entanto tinha uma noção de comércio excepcional. Ao ver a máquina montada por Wozniak, logo notou que ela tinha potencial de venda, uma vez que todos seus componentes vinham montados numa placa só, inovação à época. Dono de um perspicaz espírito empreendedor, Jobs rapidamente conseguiu convencer uma loja a comprar 50 máquinas do modelo criado por Wozniak, batizadas de Apple I.

A origem do nome, que significa maçã em inglês, tem várias versões, nenhuma delas muito coerente na minha humilde opinião. Uns dizem que Jobs gostava muito de música, sendo fã dos Beatles. A gravadora dos quatro de Liverpool, como todos sabem, se chamava Apple Records. Daí teria surgido a denominação Apple Computers.

Outra história, contada por Wozniak, afirma que antes da fundação da empresa, Jobs havia estado por um longo período numa comunidade hippie. Lá, vivendo no meio rural, tinha passado os dias colhendo maçãs.

Há também uma versão mais profunda, a qual parece ser mais verdadeira se levarmos em consideração o desenho do primeiro logotipo da empresa. Segundo ela, Jobs teria escolhido a maçã por essa fruta estar associada às grandes descobertas físicas feitas por Sir Isaac Newton.

No entanto, o logotipo mais moderno nos traz outra teoria. Essa tem fundamento no texto bíblico, que associa a maçã ao conhecimento. Desse modo, ao mordê-la ainda no Éden, trocamos o paraíso pela oportunidade de fazer ciência e, conseqüentemente, computadores. Por esse motivo o segundo logo da empresa seria uma maçã mordida.

Historinhas à parte, a verdade é que a Apple cresceu e foi crucial na popularização da informática. Isso aconteceu principalmente por causa do Macintosh, um enorme sucesso de vendas, responsável por mudar a percepção que as pessoas tinham dos computadores.

Porém, a realização do Macintosh só foi possível por causa de outra empresa.

Em 1979 chegou aos ouvidos de Jobs que a Xerox havia desenvolvido uma máquina absurdamente inovadora. Steve fez algumas ligações e marcou de passar lá e dar uma olhada. É claro, os pesquisadores da Xerox não queriam isso, mas a antiquada diretoria da empresa não viu problema. Afinal, Jobs disse a eles que daria algumas ações da Apple em troca.

Foi assim que a maçã copiou toda a idéia do Alto, para mais tarde lançar o revolucionário Macintosh e seu software com interface gráfica chamado Mac OS.

Mas até chegar no lançamento do Macintosh a Apple precisou desenvolver muito a idéia emprestada da Xerox. Para isso contratou um promissor engenheiro de software chamado William Gates para compor a equipe de pesquisa.

Jobs se arrependeria amargamente dessa contratação…


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19 Março, 2009

 

GAP – Estados Unidos. Vestuário. 1969.

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Pais e filhos em geral não falam a mesma língua. Por algum motivo eu achava isso muito ruim, mas certo dia assistindo Família Dinossauro (vocês lembram?) ouvi o Bob dizer para o Dino: filhos precisam pensar de forma diferente dos pais. Se isso não acontecesse a sociedade não evoluiria.

Essa mudança de pensamento entre as gerações pode ser explicada de várias formas. No entanto, independente da origem, ela sempre acontece. Diante desse fenômeno constante, alguns estudiosos dos costumes nos EUA criaram a expressão “the generation gap”. Em tradução literal, a palavra inglesa gap significa abertura, fenda, brecha ou lacuna. Sendo assim, “generation gap” seria algo como “brecha entre as gerações”.

A expressão se tornou muito popular entre os jovens do final dos anos 60. Eles formaram talvez a geração que mais rompeu com os costumes de seus pais. Muitos era adeptos de uma vida mais simples, abdicando das velhas obrigações de tornar-se bem-sucedido financeiramente e constituir uma família tradicional. Essa nova mentalidade se refletia nas roupas, pois muitos jovens adotaram o jeans e a camiseta como novo visual.

Observando esse novo comportamento, o então aspirante a empresário Don Fisher pensou em abrir uma loja de roupas para esse público. Sua idéia era vender roupas simples para os jovens de San Francisco. Pensando em um nome que chamasse atenção, ele acabou escolhendo a expressão que já era tão conhecida entre os jovens: “the generation gap”. Mais tarde, para simplificar, eles tiraram o “the generation” e deixaram somente “gap”.

Curiosidades de Sobremesa:

1 – Hoje a Gap tem cerca de 3.100 lojas no mundo todo. A maioria delas fica nos EUA. Nenhuma na América do Sul.

2 – Don Fischer disse “eu criei a Gap com um princípio simples: ser fácil encontrar um par de jeans. Até hoje nós permanecemos comprometidos com esse princípio básico”.

3 – Banana Republic, Old Navy e Piperlime são marcas pertencentes à Gap.


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18 Março, 2009
JEEP – Estados Unidos. Automóveis. 1940.
 
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Boa parte das pessoas já teve o desejo de pegar um carro e sair pelo mundo sem destino certo. Hollywood alimenta bastante esse clichê. Quando alguém quer mudar de vida, pega o carro e sai viajando pelo país, no melhor estilo Thelma e Louise. Eu confesso que também tenho esse desejo: sem data para voltar, bastante grana no banco e um roteiro bem abrangente e flexível. Para completar, um carro grande, confortável e resistente, daqueles que encaram asfalto e terra numa boa. O mercado de automóveis oferece diversas opções, mas certamente eu cogitaria escolher um Jeep. Isso se eu tivesse grana, é claro. 
A história da marca começa em 1940. Mais uma vez, os EUA viam os países da Europa entrarem em guerra. Preocupado com a possibilidade do país ter que entrar no conflito, o governo norte-americano iniciou uma série de projetos para reequipar as Forças Armadas. Um desses planos visava construir um carro leve para transportar soldados e carga, um veículo com boa tração e capaz de ser montado rapidamente.
Com essas características em mente, a Comissão de Aconselhamento da Defesa Nacional dos EUA, então liderada por William S. Knudsen (ex-presidente da GM), convidou todas as montadoras dos Estados Unidos a apresentarem projetos. Das 135 fábricas de veículos, só a American Bantam Car Company aceitou prontamente o desafio.
Sob a gerência do engenheiro Karl Probst, a missão da Bantam era dura: eles deveriam apresentar o projeto de um carro que pudesse ficar pronto em apenas 49 dias. Além disso, o veículo tinha que atender a uma série de especificações, entre as quais ter capacidade de carga de 272 quilos e um motor com potência de 11,75 kgf/m. Ao contrário do que se esperava, Karl Probst e a Bantam cumpriram a tarefa, mesmo que apenas meia hora antes do prazo final.
Foi apresentado ao exército o Bantam MK II, protótipo que já tinha muitas das características do que mais tarde se tornou o Jeep.
Os militares gostaram e tudo parecia ir bem para a Bantam. No entanto, o governo dos EUA achava que podia aprimorar mais o carro se outras montadoras pudessem apresentar modelos também, agora com prazo maior.
Pegaram então o protótipo da Bantam e ofereceram os detalhes do projeto para outras duas companhias, a Willys-Overland e a Ford.
Baseadas no trabalho da Bantam (e de Probst), a Willys e a Ford apresentaram seus próprios protótipos, o Willys Quad e o Ford Pigmy, respectivamente.
O exército então colocou os três protótipos em teste. Por causa de seu motor com melhor desempenho, o vencedor foi o Willys Quad. Em 1941 o modelo passou a ser fabricado em massa.
Porém, e quanto ao nome Jeep? Diversas teorias tentam explicar, mas duas são mais reconhecidas. A primeira fala que o exército usava o termo “general purpose” (uso geral) para denominar o tipo de veículo como o Jeep. A pronúncia em inglês das letras GP soa como “gípí”, algo como jeep.
A segunda tese afirma que o nome surgiu baseado no personagem do Popeye “Eugene the Jeep”, muito popular na época. Eugene era um amigo de Popeye que, apesar de pequeno, podia ficar invisível e ajudava sempre que necessário. Os soldados teriam associado essas características ao veículo, surgindo assim o apelido.
 
Curiosidades de Sobremesa

1 – Dizem que Karl Probst não recebeu qualquer remuneração pelo seu projeto do Willys MB. Outros dizem também que na verdade não foi ele quem inventou o Jeep. Um homem chamado Harold Crist (gerente da Bantam) seria o real “pai” do veículo. Já outra linha de argumentação afirma que os dois construíram o carro juntos.
 
2 – Depois da guerra, o Jeep tornou-se um carro civil, usado principalmente por fazendeiros em virtude de sua durabilidade.
 
3 – 700.000 Jeep’s foram usados durante a II Guerra Mundial. Eles foram um fator determinante para que os Aliados vencessem o conflito.
 
4 – Alguém aí pode me dar uma Grand Cherokee de presente?
 
5 – A II Guerra Mundial é o evento que mais influenciou o contexto histórico atual, em todos os seus aspectos. Desde a criação da ONU, passando pela criação da bomba atômica e do computador, e até do Rock and Roll.
 
6 – A idéia de construção do Jeep pelas Forças Armadas dos EUA surgiu depois que os militares americanos viram os alemães usando um veículo chamado Kübelwagen. Criado pela Volkswagen e com projeto de Ferdinand Porsche, esse carro foi essencial nos primeiros combates vencidos por Hitler.
 
7 – O início da fabricação do Jeep prova que os EUA certamente entrariam na II Guerra Mundial, independente do ataque japonês a Pearl Harbor, desculpa comumente usada para o ingresso dos yankees no conflito.
 
8 – Apesar da Willys ter ganhado a concorrência, os primeiros Jeep’s fabricados em massa eram montados na fábrica da Ford, com a devida licença da Willys, é claro.
 
9 – Uma terceira teoria atribuiu o surgimento do termo jeep à Ford. Nos modelos que fabricava, a empresa colocava as letras GP. No entanto, elas não significavam general purpose. Eram na verdade uma sigla para government, pois era um carro fabricado para o governo, e a letra P era um dado técnico, relacionada à distância entre os eixos do veículo.

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13 Março, 2009

HÄAGEN-DAZS – Estados Unidos. Sorvetes. 1961.
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Para saber o que significa a marca Häagen-Dazs, antes precisamos conhecer a história de um homem chamado Duncan Hines.

Hines era um caixeiro viajante que andava todo os Estados Unidos vendendo seus produtos. Dirigindo seu carro pelo país, ele comia nos restaurantes de beira de estrada. Algumas vezes parava em lugares ótimos. Em outras a comida era horrível.

Aceitando uma sugestão de sua esposa, Hines começou a fazer uma lista dos restaurantes bons. Os amigos logo se interessaram pelo documento, uma vez que poderiam parar num lugar sem correr o risco de comer porcaria.

Com o tempo a lista ficou tão popular que Hines escreveu um livro chamado Adventures in Good Eating, o qual compilava todas as suas preciosas sugestões. A obra foi um sucesso. Os restaurantes de beira de estrada e posteriormente os das cidades competiam para poder sustentar o selo “Recomendado por Duncan Hines”.

O sortudo vendedor ganhou tanto dinheiro que até abriu uma fábrica de pães e bolos. Sucesso total.

Chegamos então na trajetória do senhor Reuben Mattus, criador da Häagen-Dazs. Ele tinha passado a vida toda trabalhando com sorvete na pequena fábrica da sua mãe no bairro do Bronx, em Nova Iorque. Nos anos 20, quando começou, vendia o produto numa carroça, levando os potes de sorvete de rua em rua.

Em 1961 ele decidiu seguir sua intuição e abrir uma fábrica para si, explorando agora um novo segmento. O objetivo era criar sorvetes de alta qualidade, com produtos selecionados e com preço, digamos, menos em conta.

E quando Mattus resolveu batizar a nova marca lembrou da história de Hines. Ele sempre admirou muito a trajetória do ex-caixeiro viajante. Por isso pensou em homenageá-lo, usando para marca o nome Duncan Hines, mas invertendo as primeiras letras de cada nome (Huncan Dines).

É claro que a sugestão ficaria muito óbvia, uma vez que a DH era uma marca bem conhecida nos EUA.

Mesmo assim Hines decidiu manter a homenagem, usando um outro artifício. Uma vez que seus sorvetes seriam vendidos para a classe A, ele resolveu então criar uma marca que soasse muito bem, chamando a atenção dos clientes. Pensou em algo que parecesse estrangeiro, especificamente da Europa. Por que fez isso?  Porque determinadas palavras e as referências que elas suscitam criam na cabeça do consumidor uma idéia de valor.

Talvez a melhor forma de explicar esse mecanismo seja usar como exemplo algo do imaginário coletivo brasileiro. Imagine se fizéssemos uma pesquisa nas ruas perguntando o seguinte às pessoas comuns:

Usando somente o nome como referência, você diria que qual desses homens é médico neurocirurgião:

Frederico Hochscheid

José da Silva

Eu aposto que o senhor Frederico Hochscheid seria apontado como doutor. Isso porque no Brasil os nomes estrangeiros estão associados a “gente importante”, enquanto os nomes simples se associam a pessoas “do povo”.

Obviamente uma mentira enorme, mas uma pista de como funciona a consciência coletiva. Porém, não pense que isso é coisa específica do comportamento do brasileiro.

Hines também levou a mentalidade norte-americana em consideração, pegando o som da expressão Huncan Dines e transformando em algo parecido com palavras em dinamarquês: Häagen-Dazs.

Mas e no fim das contas, o que significa Häagen-Dazs? Absolutamente nada. A marca só teve como objetivo soar bem estrangeira, além de homenagear Dines. Não existe qualquer palavra do tipo, seja em dinamarquês ou qualquer outro idioma.

Curiosidades de Sobremesa:

1 – Alguns publicitários afirmam que a escolha do nome é muito importante para o sucesso da empresa. Eu discordo. Acho que o sucesso está associado ao investimento em propaganda. Veja que nomes complicados como Yahoo ou Google, por exemplo, são muito conhecidos no mundo todo, apesar dos termos serem bem estranhos.

2 – Mattus e sua família eram imigrantes russos de origem judaica.

3 – Outra teoria afirma que Mattus na verdade não era fã de Duncan Hines. Queria somente usar a popularidade dele, associada à qualidade, usando um nome de marca parecido.


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12 Março, 2009

 

ATARI. Estados Unidos. Vídeo game. 1971. 

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   A história do vídeo game começa em meados do século XX, quando meia dúzia de jogos básicos foram criados nos primeiros computadores desenvolvidos pelas Forças Armadas dos EUA. No entanto, a bilionária indústria que conhecemos hoje surgiu mesmo com o trabalho de dois gênios: Nolan Bushnell e Ted Tabney. 

   No início da década de 70 os dois tiveram contato com jogos instalados nos computadores de laboratórios de informática de algumas universidades americanas. Até então essa era uma diversão estritamente universitária, restrita ao público dos campus. A grande sacada de Bushnell e Tabney foi tirar o vídeo game da universidade, usando um computador especificamente para rodar jogos. Montado numa estrutura em madeira ou plástico, esse computador permitia que a pessoa jogasse mediante a inserção de moedas. 

   Terminado o protótipo, eles instalaram um jogo chamado Computer Space e deixaram a máquina em um bar perto da faculdade. No dia seguinte, o compartimento de moedas estava cheio, mostrando o potencial daquele que é considerado o primeiro arcade comercial. 

   A idéia fez sucesso e colocou Bushnell e Tabney no mapa. Porém, alguns meses depois do lançamento do Computer Space, chegava ao mercado o Magnavox Odyssey, o primeiro console. A grande novidade era que o Odyssey podia ser jogado em casa, usando a televisão. 

   Pensando que essa era a grande idéia por trás dos vídeo games, Bushnell e Tabney continuaram com os arcades, mas resolveram abrir uma nova empresa para fabricar consoles também. O nome escolhido para a companhia foi Syzygy Engineering. No entanto, essa marca já estava registrada e eles precisaram achar outra. A segunda opção foi apresentada por Nolan, fã incondicional de um jogo de tabuleiro chamado Go. 

   Criado na China, o Go se parece um pouco com o xadrez. Uma das diferenças é que nele, quando você ameaça a peça do adversário, é seu dever informá-lo por meio da palavra atari. É algo como o “xeque” do xadrez, exceto por esse termo só ser usado quando somente o rei é ameaçado, enquanto o “atari” é falado quando qualquer peça do oponente é ameaçada. 

   Pois bem, três anos de pesquisa depois a empresa lança o Atari VCS (Vídeo Computer System), console que rodava os jogos da marca que já tinham sido sucesso em arcade. As vendas foram mal no começo, uma vez que o preço da máquina era salgado (200 dólares). Desiludido, Bushnell vende a companhia para a empresa Warner, porém continua na presidência. 

  Com uma gerência mais eficiente e com o barateamento dos componentes de informática, o preço do Atari VCS cai. É lançada então uma nova versão, o Atari 2600, essa sim um enorme sucesso, vendendo 30 milhões de unidades, principalmente por causa de jogos como o Pong e Pac Man. O mundo jamais seria o mesmo depois do Atari 2600. 
 

Curiosidades de Sobremesa: 

1 – O número 2600 no nome do console tem uma história complicada. Ela começa com John Draper, o cara que cunhou o termo phreaker (phone+freak). Phreaker é o hacker da telefonia, ou seja, um hacker que usa o sistema telefônico para aprontar. Pois bem, Draper tinha um amigo chamado Joe Engressia, um deficiente visual. Certo dia Engressia descobriu que um apito que vinha dentro da caixa de cereais da marca Captain Crunch vibrava exatamente na freqüência de 2600 hertz quando assoprado. Acontece que essa mesma freqüência era usada pela AT&T para comunicar ao seu sistema que determinado telefone estava autorizado a fazer uma chamada de longa distância. Depois de alguns testes, Draper criou uma caixa que emitia a freqüência exata e conseguiu ligar de graça. Com o tempo ele descobriu mais freqüências e, depois que foi descoberto, obrigou a AT&T a mudar todo o padrão do sistema. Agora famosa, a história de Draper (apelidado de Captain Crunch) inspirou um dos engenheiros do Atari, que sugeriu usar o número 2600 no nome do console. 

2 – Outra teoria diz que o 2600 é só um número de série de uma das peças do console. Nada demais. 

3 – Sabe por que Bushnell e Tabney não puderam ficar com a marca Syzygy? Porque uma fábrica de velas já havia registrado o nome. Syzygy é um termo derivado da palavra em latim syzygia. Significa conjunção. 

4 – O primeiro jogo de vídeo game criado se chamava “Tennis for Two”, um simulador de tênis. Concebido em 1958 num laboratório militar de eletrônica, o jogo era disputado num osciloscópio. 

5 – Antes de terem seus próprios consoles, Sega e Nintendo produziram jogos que rodavam no Atari. 

6 – O logo da Atari foi criado pelo artista George Opperman. De acordo com ele, o símbolo é uma letra A estilizada. Curiosamente o logotipo fez com que no Japão o Atari fosse apelidado de Fuji, pois alguns consumidores pensavam que o desenho era parecido com a silhueta do monte Fuji. 

7 – Uma das versões do Atari 2600 foi apelidada de Darth Vader por causa do seu visual em plástico negro. 

8 – Os primeiros modelos da Atari funcionavam com 128 bytes de memória Ram. 

9 – O protótipo do primeiro console da Atari se chamava Stella. O nome foi escolhido por um dos engenheiros eletrônicos que trabalhavam na equipe. Ele tinha uma bicicleta francesa muito antiga. A marca da bike? Stella. 

10 – Em 1984 a empresa começou sua decadência nos EUA, após a chamada Crise dos Vídeo Games. Endividada, a companhia foi vendida sucessivas vezes. Atualmente pertence à Infogrames. Jamais repetiu o sucesso do Atari 2600.


Dicionário das marcas

11 Março, 2009

 

Coca-Cola. EUA. Refrigerante. 1886. 

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    Nem Jesus, nem Buda, nem Maomé. Os religiosos mais ferrenhos podem ficar ofendidos, mas não mudarão a verdade. Se fosse uma religião, a Coca-Cola seria a maior de todas. As pessoas que vivem hoje inevitavelmente são ou serão batizadas por pelo menos um gole da bebida. Tanto que o nome da marca já foi pronunciado em todas as línguas do planeta. 

   O termo foi criado por Frank Robinson, contador e amigo de John Pemberton, esse último o inventor do refrigerante. Pemberton era farmacêutico, portanto sua intenção não era criar um refrigerante, mas sim uma espécie de tônico para combater a dor de cabeça. Sendo assim, é bem provável, mas não confirmado, que a primeira fórmula da bebida levasse folhas de coca em sua composição, além de noz de cola e caramelo. Por isso Robinson teria escolhido o nome Coca-Cola, composto pelas duas principais matérias-primas do refrigerante. 

   Mas por que incluir folha de coca na receita da bebida? Simplesmente porque a folha de coca tem grande eficácia no tratamento de enjôo e dor de cabeça. Basta lembrar que muitos dos habitantes dos Andes mascam a folha para evitar o soroche, mal-estar causado pela altitude. Outro motivo: na época do surgimento da bebida (1886) era comum o uso dos princípios ativos da folha de coca em remédios. Esses são dois dos argumentos que sustentam a possível inclusão dessa planta na fórmula original da Coca-Cola. Cabe lembrar, mais uma vez, que essa possível inclusão existiria apenas nas primeiras versões da bebida, quando ela ainda tinha fins medicinais. 

   Atualmente não há no refrigerante nenhum ingrediente relacionado à folha de coca. Na verdade, até mesmo essa informação de que algum dia a fórmula da bebida levou folha de coca é questionável. A própria Coca-Cola não assume. Existem os que dizem que só a noz de cola fazia parte da fórmula. O termo “coca” teria sido inserido por Robinson simplesmente por ser sonoro e combinar com “cola”. De qualquer forma, independente do nome ou da antiga composição, os números mostram o sucesso da marca: a cada dez segundos, 126 mil pessoas consomem um produto da The Coca-Cola Company. 

 

Curiosidades de Sobremesa: 

1 – O termo Coke é um apelido, algo como uma abreviatura da pronúncia em inglês da marca Coca-Cola. 

2 – O logotipo do refrigerante foi desenhado à mão pelo criador da marca, Frank Robinson. 

3 – Pemberton vendeu os direitos de comercialização da Coca-Cola cinco anos depois de criar a bebida. Quem comprou foi um empresário chamado Asa Griggs Candler. Muita gente diz que Pemberton fez besteira ao vender a fórmula. No entanto, quem entende do assunto, sabe que o sucesso não vem do sabor da bebida em si, mas sim do marketing. Por isso Candler é considerado o grande gênio por trás da Coca-Cola. Foram suas táticas agressivas de propaganda popularizaram a marca. 

4 – Mesmo assim, Candler não era infalível. Até 1894 a Coca-Cola era vendida somente em copos abertos de 237 mililitros, diretamente em pontos comerciais. Nesse mesmo ano um comerciante chamado Joseph Biedenharn propôs a Candler vender a bebida em garrafas. Candler achou que não faria sucesso e, cinco anos depois, vendeu os direitos de engarrafamento por apenas um dólar. 

5 – Após a morte de Candler, seus filhos venderam as fábricas para um grupo de empresários liderados por Ernest Woodruff. Cinco anos mais tarde o filho de Woodruff, Robert, assume a presidência da empresa. Também um gênio do marketing, assim como Candler, ele foi o responsável por popularizar a Coca-Cola no mundo todo. 

6 – Uma das táticas usadas por Woodruff era espalhar o logo da Coca-Cola por todos os eventos possíveis. Ele era adepto de um marketing incisivo. Em uma de suas campanhas, por exemplo, enviou representantes da empresa de porta em porta para instalar um abridor de garrafas de parede, tudo grátis. 

7 – Aliás, a chegada da Coca-Cola no Brasil tem a ver com essa ousadia de Robert Woodruff. Durante a Segunda Guerra Mundial, ele prometeu que todo soldado americano poderia comprar uma Coca-Cola pelo mesmo preço pago nos EUA (cinco centavos), independentemente de onde ele estivesse. Por isso, com a instalação da base americana em Recife, na mesma época, a bebida chegou ao Brasil para fazer valer a palavra de Woodruff. 

8 – O primeiro slogan da marca no Brasil foi “Coca-Cola borbulhante, refrescante, 10 tostões”. 

9 – Coca-Cola faz mal? Desentope pia? Derrete um prego? Nada disso jamais foi provado. 

10 – A Sprite foi o segundo refrigerante lançado pela marca, 75 anos depois de sua fundação.