Entrevista – Case Caricaturas.

Resolvi usar o ctrl+C e postar no blog esta ilustre entrevista feita pelo site Clube da Criação com o João Limmeira – Diretor de arte da JW Thompson. Vale muito a pena conferir, aproveitem.

Clubeonline: Essa é a 1ª campanha da Thompson para o Hotel e Restaurante Emiliano?

João Linneu: Sim. O objetivo deste primeiro trabalho é gerar tráfego e visibilidade para o restaurante, que estava com uma taxa de ocupação bastante inferior à do hotel. Como sabíamos que o target que costuma freqüentar restaurantes do padrão do Emiliano é mais seleto, optamos por utilizar o colunismo social não só como mídia, mas também como linguagem da campanha.

Clube: Como surgiu a idéia de fazer caricaturas dos freqüentadores?

JL: A caricatura nos pareceu uma forma nova e eficiente. Nova porque o freqüentador é “caricaturado” na hora em que está almoçando e autoriza ali mesmo
o uso da caricatura na campanha.
Eficiente porque, depois disso, ele se sente lisonjeado e passa a comentar, em seu círculo social, a estratégia da campanha, o que gera um boca-a-boca extremamente interessante para o local. Some-se a isso o fato da campanha integrar perfeitamente o conteúdo editorial de uma coluna social de jornal – no caso, a coluna Persona, de Cesar Giobbi, no Estadão. Cada anúncio funciona como uma notinha visual.

Clube: De fato, os anúncios não só se integram bastante bem à coluna como se destacam…

JL: O formato é bastante pequeno. Em função disso, a direção de arte buscou uma solução mais limpa, clean, exatamente para destacar o anúncio na página, que é bastante ocupada com o conteúdo editorial. Usamos o colunismo social como referência, mas nem por isso queremos confundir a campanha com o conteúdo da coluna. Os anúncios são assinados com o logo do Emiliano, têm slogan, endereço, tudo o que têm direito.

Clube: Como aconteceu a seleção dos caricaturistas?

JL: Buscamos, em primeiro lugar, artistas com traços e estilos bastante particulares, requintados, com personalidade e tempero próprios. Porque você pode fazer uma caricatura normal em qualquer lugar, mas não é isso que alguém espera do Restaurante Emiliano.
Quanto aos nomes, começamos com o [José Carlos] Lollo – uma unanimidade entre os criadores da campanha – e, na seqüência, chamamos o Daniel Moreno, um nome novo, recomendado pelo próprio Lollo. Na verdade, a seleção de caricaturistas prossegue, pois estamos falando de uma campanha de tiro longo e que tem que se renovar para manter o interesse do leitor.

Clube: Algum cliente disse não ao ser convidado a participar, com medo das distorções que uma caricatura pudesse causar à sua imagem?

JL: Não. Nem antes, nem depois, porque a pessoa caricaturada tem que autorizar o uso de seu retrato. Os clientes se sentem lisonjeados e acreditam muito no talento dos caricaturistas e no potencial da campanha. Tanto é assim que há o compromisso de que nenhum traço feito pelo caricaturista possa ser alterado. E ainda assim, nunca tivemos problemas desse tipo. Aliás, é esse um dos pontos mais bacanas da campanha: mexer com a vaidade. As pessoas querem aparecer nos anúncios, querem aparecer como freqüentadores do Emiliano, querem aparecer na coluna do Giobbi de um jeito diferente.

Clube: Quem já foi retratado e quem você escolheria para retratar?

JL: A lista de pessoas já é bem extensa. Gisele Bündchen, J.R. Duran, Amyr e Marina Klink, Gilberto e Flora Gil estão entre os que já participaram.
Eu gostaria de fazer a caricatura dos caras do Iron Maiden.

Clube: Por que?

JL: Por que? Porque eles são os caras do Iron, oras…

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