Dicionário das marcas

7 maio, 2009

 

MICROSOFT – Estados Unidos. Softwares. 1975. 

logo microsoft

A Microcomputer Software foi fundada por William (Bill) Gates e Paul Allen, dois estudantes de computação. Especializados em softwares, o trabalho deles era fornecer programas a empresas que fabricavam hardwares.

O começo foi difícil, pouca grana, muito trabalho. Até o dia que surgiu a grande oportunidade: a IBM precisava de um soft para rodar em seu novo computador pessoal. Gates se ofereceu para fornecer o programa, mas na verdade não tinha nada pronto ainda.
Porém Allen lembrava de ter visto um ótimo sistema operacional, criado por uma pequena empresa chamada Seattle Computer Products. Quase com o prazo estourado, os dois foram até lá e fizeram a proposta para comprar o Q-DOS.
A Microsoft mudou o nome para MS-DOS e passou a primeira versão do programa para a IBM, como combinado. O sistema era muito bom e fez muito sucesso, colocando a companhia de Gates no mapa.
Poucos sabem, mas a genialidade de Gates foi propor a IBM uma venda diferente. Em vez de vender os direitos de uso do MS-DOS à empresa, ele exigiu receber uma quantia para cada máquina que fosse vendida com ele instalado. Precisando do programa, a IBM aceitou e a Microsoft faturou.
Gates continuou a desenvolver softs juntamente com outras companhias. Certo dia soube do sucesso da interface gráfica do sistema Alto, concebido pela Xerox. Soube também que Steve Jobs o havia copiado e o estava desenvolvendo. Observando ali uma ótima oportunidade, Bill procurou Jobs e se ofereceu para ajudá-lo. O dono da Apple estava receoso, no entanto precisava de uma forcinha para lançar seu novo produto o mais rápido possível.
Quando finalmente se integrou ao projeto, Gates aprendeu tudo o que podia sobre a interface gráfica. Aprendeu tanto que no dia em que Jobs lançou oficialmente o Macintosh soube que a Microsoft já estava vendendo versões piratas do Mac OS no Japão, batizadas com o nome Windows. Jobs ficou irado, mas a coisa piorou um tempo depois, quando Gates tornou-se um das maiores acionistas da Apple.
Curiosidades de Sobremesa
1 – Quando viu a besteira que fez, a Xerox chegou a lançar seu próprio micro com interface gráfica, antes mesmo da Apple fazer isso. No entanto, o programa ainda não estava totalmente desenvolvido e acabou funcionando mal, tornando-se um fracasso.
2 – Steve Jobs perdeu seu cargo de chefe na Apple quando alguns acionistas julgaram que ele não estava dirigindo bem a companhia. Ele abriu outra empresa, chamada Next Inc., a qual foi responsável pelo criação da Pixar, que antes pertencia ao estúdio do George Lucas (o cara do Star Wars). Dez anos depois, a Apple comprou a Next e recontratou Jobs, pois passava por uma crise. Gênio do marketing, Jobs voltou à empresa e lançou os micros com design inovador, dando novo fôlego ao negócio. Depois você já sabe, surgiram os Ipods e Iphones, o renascimento da Apple.
3 – Apesar do pioneirismo, a Microsoft dormiu no ponto quando a internet começou a surgir. De qualquer forma, isso não impediu Gates de tentar dominar o segmento com o Internet Explorer, depois de um polêmico estrangulamento do Netscape. É claro, ele não sabia que o Google ia mudar tudo! Mesmo assim, o negócio de Gates ainda é o maior no setor de softwares. Ele não tem do que reclamar, pois conseguiu ficar bilionário vendendo esses programas que vivem travando.

 A Microcomputer Software foi fundada por William (Bill) Gates e Paul Allen, dois estudantes de computação. Especializados em softwares, o trabalho deles era fornecer programas a empresas que fabricavam hardwares. 

O começo foi difícil, pouca grana, muito trabalho. Até o dia que surgiu a grande oportunidade: a IBM precisava de um soft para rodar em seu novo computador pessoal. Gates se ofereceu para fornecer o programa, mas na verdade não tinha nada pronto ainda. 

Porém Allen lembrava de ter visto um ótimo sistema operacional, criado por uma pequena empresa chamada Seattle Computer Products. Quase com o prazo estourado, os dois foram até lá e fizeram a proposta para comprar o Q-DOS. 

A Microsoft mudou o nome para MS-DOS e passou a primeira versão do programa para a IBM, como combinado. O sistema era muito bom e fez muito sucesso, colocando a companhia de Gates no mapa. 

Poucos sabem, mas a genialidade de Gates foi propor a IBM uma venda diferente. Em vez de vender os direitos de uso do MS-DOS à empresa, ele exigiu receber uma quantia para cada máquina que fosse vendida com ele instalado. Precisando do programa, a IBM aceitou e a Microsoft faturou. 

Gates continuou a desenvolver softs juntamente com outras companhias. Certo dia soube do sucesso da interface gráfica do sistema Alto, concebido pela Xerox. Soube também que Steve Jobs o havia copiado e o estava desenvolvendo. Observando ali uma ótima oportunidade, Bill procurou Jobs e se ofereceu para ajudá-lo. O dono da Apple estava receoso, no entanto precisava de uma forcinha para lançar seu novo produto o mais rápido possível. 

Quando finalmente se integrou ao projeto, Gates aprendeu tudo o que podia sobre a interface gráfica. Aprendeu tanto que no dia em que Jobs lançou oficialmente o Macintosh soube que a Microsoft já estava vendendo versões piratas do Mac OS no Japão, batizadas com o nome Windows. Jobs ficou irado, mas a coisa piorou um tempo depois, quando Gates tornou-se um das maiores acionistas da Apple.

 

Curiosidades de Sobremesa 

1 – Quando viu a besteira que fez, a Xerox chegou a lançar seu próprio micro com interface gráfica, antes mesmo da Apple fazer isso. No entanto, o programa ainda não estava totalmente desenvolvido e acabou funcionando mal, tornando-se um fracasso. 

2 – Steve Jobs perdeu seu cargo de chefe na Apple quando alguns acionistas julgaram que ele não estava dirigindo bem a companhia. Ele abriu outra empresa, chamada Next Inc., a qual foi responsável pelo criação da Pixar, que antes pertencia ao estúdio do George Lucas (o cara do Star Wars). Dez anos depois, a Apple comprou a Next e recontratou Jobs, pois passava por uma crise. Gênio do marketing, Jobs voltou à empresa e lançou os micros com design inovador, dando novo fôlego ao negócio. Depois você já sabe, surgiram os Ipods e Iphones, o renascimento da Apple. 

3 – Apesar do pioneirismo, a Microsoft dormiu no ponto quando a internet começou a surgir. De qualquer forma, isso não impediu Gates de tentar dominar o segmento com o Internet Explorer, depois de um polêmico estrangulamento do Netscape. É claro, ele não sabia que o Google ia mudar tudo! Mesmo assim, o negócio de Gates ainda é o maior no setor de softwares. Ele não tem do que reclamar, pois conseguiu ficar bilionário vendendo esses programas que vivem travando.

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Dicionário das marcas

8 abril, 2009

Gatorade – Bebida Isotônica 1973

logo

Na década de 60, o treinador do time de futebol americano da Universidade da Florida, Ray Graves, procurava uma solução para a queda de rendimento físico do seu time durante os treinos e jogos . Para melhorar o desempenho de seus atletas, o técnico pediu ajuda a um de seus assistentes, que fazia parte da equipe de cientistas da universidade comandada pelo Dr. Robert Cade. Em 1965, os estudos conduzidos pela equipe de cientistas, obtiveram como resultado uma bebida que proporcionasse a reposição rápida de líquidos, carboidratos e sais minerais perdidos pelo organismo, que foi testada em dez jogadores da equipe de futebol americano. No dia 30 de novembro de 1966, a seção de esporte do jornal The Miami Herald, através de uma reportagem, introduziu a marca GATORADE para a imprensa e conseqüentemente a publicidade. Em outubro de 1967, durante um jogo contra a Universidade da Georgia, na disputa do Orange Bowl, final do futebol americano universitário, toda a equipe utilizou a bebida durante a partida. Naquele dia, os Gators, como era chamado o time da Universidade da Florida, começaram perdendo, porém conseguiram virar a partida quando a equipe adversária começou a apresentar sinais de desgaste físico. A vitória rendeu elogios à bebida criada pela equipe do Dr. Robert Cade, que foi batizada com o nome de GATORADE, em homenagem ao time de futebol. O produto ganhou notoriedade pela revista Sports Illustrated, quando o técnico adversário, Bobby Dodd, disse que seu time havia perdido para os Gators, em conseqüência de não terem GATORADE . A universidade mostrou pouco interesse na exploração comercial do produto e os direitos de licença foram vendidos para a empresa Stokely Van-Camp. No verão de 1968 GATORADE chegava aos supermercados no sabor original de Lemon-Lime. O produto começou a ser largamente distribuído e vendido somente em 1983, quando a Quaker Oats comprou a empresa e a marca Gatorade Thirst Quencher. O grande sucesso do produto deve-se também ao Gatorade Sports Science Institute conhecido como GSSI, fundado em 1988, na cidade de Barrington, para realizar pesquisas e desenvolver produtos ligados à área de nutrição esportiva e hidratação, ajudando atletas a melhorar sua performance e cuidar da saúde. No ano de 1994 a marca foi introduzida na Austrália, Cingapura, México e re-introduzida no Brasil. Em 2001, foi comprada pela Pepsico por quase US$ 14 bilhões. GATORADE acabou se tornando sinônimo de Sports Drink (bebida esportiva).

A linha do tempo


1973
● GATORADE Orange
, o produto com sabor de laranja.
1983
● GATORADE Red Punch
, terceiro sabor do produto a ser lançado.

Ainda este ano foram lançados os sabores de suco de frutas e uva.
1987
● GATORADE Lemonade, que seria relançado no ano de 2005.
1995
Lançados os sabores de melancia, framboesa e maçã silvestre.
1996
Lançados os sabores de tangerina, morango-kiwi e cereja (Cherry Rush).
1997
GATORADE Frost, uma versão mais light do produto original.
2001
● E.D.G.E
(Ergonomically Designed Gatorade Experience), uma garrafa ergonométricamente desenvolvida para permitir ao atleta ingerir o produto mesmo em atividade.
● GATORADE GIDS (GATORADE In-Car Drinking System), um sistema avançado de hidratação para pilotos de automobilismo.
● GATORADE Performance Series, uma linha nutricional esportiva para atletas profissionais que incluía os produtos GATORADE Energy Bar e GATORADE Nutrition Shake.
2002
Lançamento do GATORADE Ice nos sabores Lime, Orange e Strawbarry, e do GATORADE Xtremo, direcionado para os consumidores latinos (nos sabores Tropical, Citrico e Mango), além da embalagem com 6 garrafas (six-pack) menores direcionadas para crianças entre 8-12 anos.
2003
● GATORADE X-Factor
, mistura de dois sabores em uma única garrafa.
2005
● GATORADE Endurance Formula
, um produto com alta concentração de Sódio e quatro outras substâncias perdidas com o suor.
Lançamento do sabor Lemon-Lime.
2006
● GATORADE A.M.
, produto sem cafeína, com sabores especialmente desenvolvidos para ser consumidos pela manhã.

2007
● GATORADE G2
, o produto original com 50% menos calorias.

A evolução visual
Ousadia. É assim que podemos definir a evolução do logotipo da marca GATORADE. Apenas um raio será o novo logotipo da marca.

gatorade-logos

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Campanhas que fizeram história

Alguns fatos e eventos consagraram de uma vez por todas as condições de ícone da marca GATORADE. O primeiro deles ocorreu em 1969, quando a marca desembolsou US$ 25.000 para se tornar patrocinador oficial da Liga de Futebol Americano Profissional (NFL), considerada a mais popular dos Estados Unidos. Outro evento importante ocorreu em 1987, quando o time de futebol americanoNew York Giants venceu o Super Bowl XXI, evento esportivo mais importante dos Estados Unidos. Nesta temporada os jogadores, liderados por Jim Burt e Harry Carson, começaram a comemorar vitórias importantes com um banho de GATORADE no técnico Bill Parcells momentos antes do final da partida. Este ato, chamado de “Gatorade Dunk”, acabou virando uma tradição em toda vitória importante dentro do futebol americano, espalhando-se rapidamente para todos os times universitários e profissionais, dando grande visibilidade ao produto. O outro fato marcante aconteceu em 1991, quando o astro do Chicago Bulls, Michael Jordan, assinou um contrato de 10 anos no valor de US$ 13.5 milhões, tornando-se garoto-propaganda do produto, sendo lançada à campanha “Be Like Mike”.
Os slogans

2006: Com Gatorade você vai mais longe. (Brasil)

2001: Is it in you?
2000: A Sede Acaba. Você Continua. (Brasil)

2000: Thirst quencher.


Fonte: Power full brands


Dicionário das marcas

25 março, 2009

 

EPSON. Japão. Eletrônicos. 1968.

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Você já viu aquelas calculadoras enormes usadas pelos contadores? O mais legal delas é que, enquanto você digita, ela vai imprimindo os resultados. O mesmo princípio é usado nos supermercados para emissão de notas fiscais, assim como em grande parte dos estabelecimentos comerciais. É claro, nada disso seria possível sem a presença de uma mini-impressora elétrica.

A história desse invento começa na Shinshu Seiki, uma empresa voltada para o desenvolvimento de relógios de precisão. Em 1964 o Comitê Olímpico Internacional (COI) pediu que a companhia fornecesse os marcadores de tempo para as competições esportivas. Além disso, o COI pedia também que os resultados fossem impressos para acompanhamento do desempenho dos atletas.

A Shinshu Seiki logo começou a trabalhar e só parou quando construiu a EP-101 (foto), primeira mini-impressora elétrica do mundo. Porém, o uso do invento não se limitou ao esporte. Rapidamente a EP-101 ganhou o gosto dos consumidores e passou a integrar diversas outras aplicações, entre as quais as descritas no primeiro parágrafo.

A conquista de mercado da nova impressora inspirou os donos da Shinshu Seiki. Uma vez que o invento tinha dado sorte, eles resolveram mudar o nome da empresa. Pegaram então as duas únicas letras do termo EP-101 e somaram à palavra inglesa son (filho), formando algo como “EP´s son”, ou seja, filho da EP. A idéia era que todos os produtos desenvolvidos pela companhia a partir dali fossem “filhos da EP” e alcançassem o mesmo sucesso do “pai”.

Curiosidades de Sobremesa:

1 – A Epson, antiga Shinshu Seiki, é uma empresa subsidiária da Seiko Instruments.

2 – Apesar de denominada uma mini-impressora, a EP-101 tinha medidas nada modestas: 16 por 7 por 13 centímetros. Pode parecer grande, mas para a época era minúsculo.

3 – O que significa EP? Eletric Print (impressora elétrica). E o 101? Não tenho certeza, mas provavelmente o início de uma contagem de modelos.


Dicionário das marcas

24 março, 2009

 

APPLE – Estados Unidos. Microcomputadores. 1976.

logo_apple

A história da Apple é a história de dois amigos com o mesmo nome. O primeiro, Steve Wozniak, um gênio da eletrônica. O segundo, Steve Jobs, um gênio do marketing.

Wozniak sempre gostou de matemática, gostava tanto que muita gente o achava meio doido quando ele ainda era estudante no ensino básico. Sua mãe ficou com pena e resolveu colocar o garoto para estudar eletrônica, uma forma de canalizar suas energias.

A idéia deu certo, pois mais tarde ele foi trabalhar na Hewlett-Packard ganhando uns trocados. Certo dia, ao ler uma revista sobre eletrônica, Wozniak aprendeu a como construir um microcomputador. Entrou então em contato com um amigo que possuía uma loja de informática e conseguiu vender algumas máquinas.

Até então isso era apenas um hobby para Wozniak, assim como era um hobby também para muitas pessoas em meados da década de setenta. Foi num encontro desses entusiastas, ao levar um de seus micros, que Steve reencontrou um velho conhecido chamado Steve Jobs.

Os dois tinham sido apresentados por um amigo em comum, mais ou menos cinco anos antes. Jobs era mais novo, no entanto tinha uma noção de comércio excepcional. Ao ver a máquina montada por Wozniak, logo notou que ela tinha potencial de venda, uma vez que todos seus componentes vinham montados numa placa só, inovação à época. Dono de um perspicaz espírito empreendedor, Jobs rapidamente conseguiu convencer uma loja a comprar 50 máquinas do modelo criado por Wozniak, batizadas de Apple I.

A origem do nome, que significa maçã em inglês, tem várias versões, nenhuma delas muito coerente na minha humilde opinião. Uns dizem que Jobs gostava muito de música, sendo fã dos Beatles. A gravadora dos quatro de Liverpool, como todos sabem, se chamava Apple Records. Daí teria surgido a denominação Apple Computers.

Outra história, contada por Wozniak, afirma que antes da fundação da empresa, Jobs havia estado por um longo período numa comunidade hippie. Lá, vivendo no meio rural, tinha passado os dias colhendo maçãs.

Há também uma versão mais profunda, a qual parece ser mais verdadeira se levarmos em consideração o desenho do primeiro logotipo da empresa. Segundo ela, Jobs teria escolhido a maçã por essa fruta estar associada às grandes descobertas físicas feitas por Sir Isaac Newton.

No entanto, o logotipo mais moderno nos traz outra teoria. Essa tem fundamento no texto bíblico, que associa a maçã ao conhecimento. Desse modo, ao mordê-la ainda no Éden, trocamos o paraíso pela oportunidade de fazer ciência e, conseqüentemente, computadores. Por esse motivo o segundo logo da empresa seria uma maçã mordida.

Historinhas à parte, a verdade é que a Apple cresceu e foi crucial na popularização da informática. Isso aconteceu principalmente por causa do Macintosh, um enorme sucesso de vendas, responsável por mudar a percepção que as pessoas tinham dos computadores.

Porém, a realização do Macintosh só foi possível por causa de outra empresa.

Em 1979 chegou aos ouvidos de Jobs que a Xerox havia desenvolvido uma máquina absurdamente inovadora. Steve fez algumas ligações e marcou de passar lá e dar uma olhada. É claro, os pesquisadores da Xerox não queriam isso, mas a antiquada diretoria da empresa não viu problema. Afinal, Jobs disse a eles que daria algumas ações da Apple em troca.

Foi assim que a maçã copiou toda a idéia do Alto, para mais tarde lançar o revolucionário Macintosh e seu software com interface gráfica chamado Mac OS.

Mas até chegar no lançamento do Macintosh a Apple precisou desenvolver muito a idéia emprestada da Xerox. Para isso contratou um promissor engenheiro de software chamado William Gates para compor a equipe de pesquisa.

Jobs se arrependeria amargamente dessa contratação…


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19 março, 2009

 

GAP – Estados Unidos. Vestuário. 1969.

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Pais e filhos em geral não falam a mesma língua. Por algum motivo eu achava isso muito ruim, mas certo dia assistindo Família Dinossauro (vocês lembram?) ouvi o Bob dizer para o Dino: filhos precisam pensar de forma diferente dos pais. Se isso não acontecesse a sociedade não evoluiria.

Essa mudança de pensamento entre as gerações pode ser explicada de várias formas. No entanto, independente da origem, ela sempre acontece. Diante desse fenômeno constante, alguns estudiosos dos costumes nos EUA criaram a expressão “the generation gap”. Em tradução literal, a palavra inglesa gap significa abertura, fenda, brecha ou lacuna. Sendo assim, “generation gap” seria algo como “brecha entre as gerações”.

A expressão se tornou muito popular entre os jovens do final dos anos 60. Eles formaram talvez a geração que mais rompeu com os costumes de seus pais. Muitos era adeptos de uma vida mais simples, abdicando das velhas obrigações de tornar-se bem-sucedido financeiramente e constituir uma família tradicional. Essa nova mentalidade se refletia nas roupas, pois muitos jovens adotaram o jeans e a camiseta como novo visual.

Observando esse novo comportamento, o então aspirante a empresário Don Fisher pensou em abrir uma loja de roupas para esse público. Sua idéia era vender roupas simples para os jovens de San Francisco. Pensando em um nome que chamasse atenção, ele acabou escolhendo a expressão que já era tão conhecida entre os jovens: “the generation gap”. Mais tarde, para simplificar, eles tiraram o “the generation” e deixaram somente “gap”.

Curiosidades de Sobremesa:

1 – Hoje a Gap tem cerca de 3.100 lojas no mundo todo. A maioria delas fica nos EUA. Nenhuma na América do Sul.

2 – Don Fischer disse “eu criei a Gap com um princípio simples: ser fácil encontrar um par de jeans. Até hoje nós permanecemos comprometidos com esse princípio básico”.

3 – Banana Republic, Old Navy e Piperlime são marcas pertencentes à Gap.


Dicionário das marcas

18 março, 2009
JEEP – Estados Unidos. Automóveis. 1940.
 
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Boa parte das pessoas já teve o desejo de pegar um carro e sair pelo mundo sem destino certo. Hollywood alimenta bastante esse clichê. Quando alguém quer mudar de vida, pega o carro e sai viajando pelo país, no melhor estilo Thelma e Louise. Eu confesso que também tenho esse desejo: sem data para voltar, bastante grana no banco e um roteiro bem abrangente e flexível. Para completar, um carro grande, confortável e resistente, daqueles que encaram asfalto e terra numa boa. O mercado de automóveis oferece diversas opções, mas certamente eu cogitaria escolher um Jeep. Isso se eu tivesse grana, é claro. 
A história da marca começa em 1940. Mais uma vez, os EUA viam os países da Europa entrarem em guerra. Preocupado com a possibilidade do país ter que entrar no conflito, o governo norte-americano iniciou uma série de projetos para reequipar as Forças Armadas. Um desses planos visava construir um carro leve para transportar soldados e carga, um veículo com boa tração e capaz de ser montado rapidamente.
Com essas características em mente, a Comissão de Aconselhamento da Defesa Nacional dos EUA, então liderada por William S. Knudsen (ex-presidente da GM), convidou todas as montadoras dos Estados Unidos a apresentarem projetos. Das 135 fábricas de veículos, só a American Bantam Car Company aceitou prontamente o desafio.
Sob a gerência do engenheiro Karl Probst, a missão da Bantam era dura: eles deveriam apresentar o projeto de um carro que pudesse ficar pronto em apenas 49 dias. Além disso, o veículo tinha que atender a uma série de especificações, entre as quais ter capacidade de carga de 272 quilos e um motor com potência de 11,75 kgf/m. Ao contrário do que se esperava, Karl Probst e a Bantam cumpriram a tarefa, mesmo que apenas meia hora antes do prazo final.
Foi apresentado ao exército o Bantam MK II, protótipo que já tinha muitas das características do que mais tarde se tornou o Jeep.
Os militares gostaram e tudo parecia ir bem para a Bantam. No entanto, o governo dos EUA achava que podia aprimorar mais o carro se outras montadoras pudessem apresentar modelos também, agora com prazo maior.
Pegaram então o protótipo da Bantam e ofereceram os detalhes do projeto para outras duas companhias, a Willys-Overland e a Ford.
Baseadas no trabalho da Bantam (e de Probst), a Willys e a Ford apresentaram seus próprios protótipos, o Willys Quad e o Ford Pigmy, respectivamente.
O exército então colocou os três protótipos em teste. Por causa de seu motor com melhor desempenho, o vencedor foi o Willys Quad. Em 1941 o modelo passou a ser fabricado em massa.
Porém, e quanto ao nome Jeep? Diversas teorias tentam explicar, mas duas são mais reconhecidas. A primeira fala que o exército usava o termo “general purpose” (uso geral) para denominar o tipo de veículo como o Jeep. A pronúncia em inglês das letras GP soa como “gípí”, algo como jeep.
A segunda tese afirma que o nome surgiu baseado no personagem do Popeye “Eugene the Jeep”, muito popular na época. Eugene era um amigo de Popeye que, apesar de pequeno, podia ficar invisível e ajudava sempre que necessário. Os soldados teriam associado essas características ao veículo, surgindo assim o apelido.
 
Curiosidades de Sobremesa

1 – Dizem que Karl Probst não recebeu qualquer remuneração pelo seu projeto do Willys MB. Outros dizem também que na verdade não foi ele quem inventou o Jeep. Um homem chamado Harold Crist (gerente da Bantam) seria o real “pai” do veículo. Já outra linha de argumentação afirma que os dois construíram o carro juntos.
 
2 – Depois da guerra, o Jeep tornou-se um carro civil, usado principalmente por fazendeiros em virtude de sua durabilidade.
 
3 – 700.000 Jeep’s foram usados durante a II Guerra Mundial. Eles foram um fator determinante para que os Aliados vencessem o conflito.
 
4 – Alguém aí pode me dar uma Grand Cherokee de presente?
 
5 – A II Guerra Mundial é o evento que mais influenciou o contexto histórico atual, em todos os seus aspectos. Desde a criação da ONU, passando pela criação da bomba atômica e do computador, e até do Rock and Roll.
 
6 – A idéia de construção do Jeep pelas Forças Armadas dos EUA surgiu depois que os militares americanos viram os alemães usando um veículo chamado Kübelwagen. Criado pela Volkswagen e com projeto de Ferdinand Porsche, esse carro foi essencial nos primeiros combates vencidos por Hitler.
 
7 – O início da fabricação do Jeep prova que os EUA certamente entrariam na II Guerra Mundial, independente do ataque japonês a Pearl Harbor, desculpa comumente usada para o ingresso dos yankees no conflito.
 
8 – Apesar da Willys ter ganhado a concorrência, os primeiros Jeep’s fabricados em massa eram montados na fábrica da Ford, com a devida licença da Willys, é claro.
 
9 – Uma terceira teoria atribuiu o surgimento do termo jeep à Ford. Nos modelos que fabricava, a empresa colocava as letras GP. No entanto, elas não significavam general purpose. Eram na verdade uma sigla para government, pois era um carro fabricado para o governo, e a letra P era um dado técnico, relacionada à distância entre os eixos do veículo.