Cartaz vencedor 20º Fest’up

8 setembro, 2008

Com uma proposta inusitada e totalmente diferenciada dos cartazes já apresentados no Festup, os alunos
Oswaldo Barthalo Neto (Neto) e Rafael Lopes da Silva da Unisanta surpreenderam os jurados e sairam como ganhadores do 14º Concurso de Cartazes. A Agência Public (Agência Junior do IMES/FAFICA) manteve contato com um dos idealizadores do cartaz e conseguiu em primeira mão uma entrevista sobre como procederam para chegarem a este resultado.

Confira a entrevista em primeira mão.

Agencia Public -> Quais os nomes que fazem parte da equipe da qual ganharam o festival ?
Neto -> Oswaldo Barthalo Neto e Rafael Lopes da Silva, mas todos os alunos do 3º ano de Publicidade e propaganda ajudaram no marketing de guerrilha.

Agencia Public -> Qual periodo que estão cursando? Quais os cursos?
Neto -> 6º Semestre, Publicidade e Propaganda.

Agencia Public -> Este é o primeiro festival que concorreram ? Quantos ganharam?
Neto -> Este e o primeiro festival que concorremos porque na Unisanta esse concurso era restrito aos alunos do 3º ano.

Agencia Public -> Como chegaram a esta linha criativa ? O quê o inspirou?
Neto -> Nos 3 anos que fomos no fest’up vimos que sempre tinha um monte de alunos  pedindo estagio, muitas vezes de formas inusitadas, isso foi o principio da idéia, mas não sabíamos o certo como usá-la.
Como em todos os lugares se ouve falar que estagiário é o faz tudo, servi cafezinho, faz serviço de Office boy …, resolvemos usar isso com um pouco de humor. Um estudante vestido de copeira(eu,RSS) dentro de uma agencia, e o titulo “Conquiste um estágio de verdade.” Dando a alusão que o estudante vai pro fest’ up adquiri conhecimento e consegue um estágio de verdade, não igual o da imagem.

Agencia Public -> Como se sentem agora possuem a oportunidade de estarem vivenciando um estágio em uma grande agência?
Neto -> Uma oportunidade única que será agarrada com unhas e dentes.
Na hora que o Marcio Santoro falou que tínhamos um estágio na Africa, não comemoramos, ficamos em estado de choque sem saber o que fazer, depois que foi caindo a ficha,

Agencia Public -> Todos da equipe visam trabalhar na criação ou cada um de vocês tem metas em outras áreas da agência?
Neto -> Eu,( Oswaldo Barthalo Neto) quero trabalha com criação, e o Rafael Lopes da Silva com Atendimento.

Agencia Public -> O que esperam do concurso para o ano que vem? Vão concorrer novamente !?
Neto -> Ano que vem acho que o fest’up vai virar uma festa a fantasia, porque no 19º fest’up o cartaz vencedor ( o da banana) fez uma das primeiras ações de guerrilha do fest’up, como todos viram que deu certo esse ano tinha varias.
No nosso caso, pensamos deste modo também, mais pensamos em maneiras de fazer uma ação de guerrilha que diferencia-se das outras, e uma das coisas que deu muito certo foi a roupa de copeira.
Acho que no ano que vem muitas pessoas iram caracterizadas dos seus cartazes.

Agencia Public -> Para finalizar, vocês poderiam escrever algo para aquelas pessoas que estão estudando PP sobre o que é a vivência do Fest’UP?
Neto -> No fest’up você se atualiza sobre tudo de publicidade, troca idéias com os melhores profissionais de diversas áreas, participa da analise de cases de sucesso, fica sabendo das novas tecnologias de mídias, alem de conhecer estudantes do Brasil inteiro, networking. Também tem a oportunidade de participar de concursos de Cartaz e Jingle, que são julgados pelos melhores profissionais da área.

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Entrevista – Case Caricaturas.

28 agosto, 2008

Resolvi usar o ctrl+C e postar no blog esta ilustre entrevista feita pelo site Clube da Criação com o João Limmeira – Diretor de arte da JW Thompson. Vale muito a pena conferir, aproveitem.

Clubeonline: Essa é a 1ª campanha da Thompson para o Hotel e Restaurante Emiliano?

João Linneu: Sim. O objetivo deste primeiro trabalho é gerar tráfego e visibilidade para o restaurante, que estava com uma taxa de ocupação bastante inferior à do hotel. Como sabíamos que o target que costuma freqüentar restaurantes do padrão do Emiliano é mais seleto, optamos por utilizar o colunismo social não só como mídia, mas também como linguagem da campanha.

Clube: Como surgiu a idéia de fazer caricaturas dos freqüentadores?

JL: A caricatura nos pareceu uma forma nova e eficiente. Nova porque o freqüentador é “caricaturado” na hora em que está almoçando e autoriza ali mesmo
o uso da caricatura na campanha.
Eficiente porque, depois disso, ele se sente lisonjeado e passa a comentar, em seu círculo social, a estratégia da campanha, o que gera um boca-a-boca extremamente interessante para o local. Some-se a isso o fato da campanha integrar perfeitamente o conteúdo editorial de uma coluna social de jornal – no caso, a coluna Persona, de Cesar Giobbi, no Estadão. Cada anúncio funciona como uma notinha visual.

Clube: De fato, os anúncios não só se integram bastante bem à coluna como se destacam…

JL: O formato é bastante pequeno. Em função disso, a direção de arte buscou uma solução mais limpa, clean, exatamente para destacar o anúncio na página, que é bastante ocupada com o conteúdo editorial. Usamos o colunismo social como referência, mas nem por isso queremos confundir a campanha com o conteúdo da coluna. Os anúncios são assinados com o logo do Emiliano, têm slogan, endereço, tudo o que têm direito.

Clube: Como aconteceu a seleção dos caricaturistas?

JL: Buscamos, em primeiro lugar, artistas com traços e estilos bastante particulares, requintados, com personalidade e tempero próprios. Porque você pode fazer uma caricatura normal em qualquer lugar, mas não é isso que alguém espera do Restaurante Emiliano.
Quanto aos nomes, começamos com o [José Carlos] Lollo – uma unanimidade entre os criadores da campanha – e, na seqüência, chamamos o Daniel Moreno, um nome novo, recomendado pelo próprio Lollo. Na verdade, a seleção de caricaturistas prossegue, pois estamos falando de uma campanha de tiro longo e que tem que se renovar para manter o interesse do leitor.

Clube: Algum cliente disse não ao ser convidado a participar, com medo das distorções que uma caricatura pudesse causar à sua imagem?

JL: Não. Nem antes, nem depois, porque a pessoa caricaturada tem que autorizar o uso de seu retrato. Os clientes se sentem lisonjeados e acreditam muito no talento dos caricaturistas e no potencial da campanha. Tanto é assim que há o compromisso de que nenhum traço feito pelo caricaturista possa ser alterado. E ainda assim, nunca tivemos problemas desse tipo. Aliás, é esse um dos pontos mais bacanas da campanha: mexer com a vaidade. As pessoas querem aparecer nos anúncios, querem aparecer como freqüentadores do Emiliano, querem aparecer na coluna do Giobbi de um jeito diferente.

Clube: Quem já foi retratado e quem você escolheria para retratar?

JL: A lista de pessoas já é bem extensa. Gisele Bündchen, J.R. Duran, Amyr e Marina Klink, Gilberto e Flora Gil estão entre os que já participaram.
Eu gostaria de fazer a caricatura dos caras do Iron Maiden.

Clube: Por que?

JL: Por que? Porque eles são os caras do Iron, oras…